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Confesso que eu também fiquei um pouco contrariado quando, há dois anos, LeBron James anunciou a sua saída do Cleveland Cavaliers para o Miami Heat. Evidentemente não por ele vir para Miami, mas pela forma que a sua escolha foi anunciada.
Criou-se um show promocional enorme em torno de seu anúncio, feito da pior forma possível, com arrogância, atraindo a ira não apenas dos torcedores do Cavalliers mas de toda a grande torcida americana e mundial de basquetebol. Criaram-se na Internet grupos de ódio a LeBron e ao Miami Heat. Os próprios jogadores das outras equipes, motivados pelo arrogância de LeBron e do Heat durante a transferência, encontraram aí um incentivo para fazer de tudo para derrotar o Miami Heat.
(foto de Suzanne Crossland)
No primeiro campeonato que os três grandes jogadores - LeBron, Wade e Bosh - fizeram pelo Heat, o do ano passado, os torcedores de Miami se viram isolados. O mundo todo torceu para o Dallas Mavericks nas finais. A falta de garra do time do Miami Heat naquela ocasião nos fez motivo de chacota. Eu comecei a pensar que El Heat era nada mais do que um time de exibição, um Harlem Globetrotters milionário.
E essa impressão só aumentou durante o campeonato de 2012. Nas horas decisivas, LeBron sumia, não dava o que tinha que dar, e a explosão de raiva de Dwayne Wade contra o técnico Eric Spoelstra num dos jogos do playoffs fez crescer em mim a convicção de que esse ano seria a repetição do ano passado. Ao ver a maneira como o Oklahoma City Thunders destruía os adversários, em seu campo e no deles, concluí ser este um time imbatível. A série contra o San Antonio Spurs me fez passar a mão na cabeça e escrever aqui no Miami Hoje: "Muito difícil ser campeão contra esse time do Thunders..."
(foto de Suzanne Crossland)
Em alguns jogos dos playoffs ficávamos irritados com a falta de iniciativa de LeBron, com sua falta de confiança em si mesmo. Como um vírus maligno, a falta de vibração se espalhava para o resto do time. A chave do nosso insucesso era LeBron e a sua apatia, e o antídoto estava somente no próprio LeBron.
Somente ele poderia salvar a si mesmo e ao Heat, e LeBron escolheu ser um dos maiores jogadores da história do basquetebol em apenas quatro jogos. Ele deu um choque no Oklahoma City Thunders, que se cria ganhador, favorito que era de todos os Estados Unidos.
Hoje, ao ver os melhores lances do jogo de ontem, mas uma vez me emocionei e peço aos críticos que se calem. Calem-se e admirem-se do nível a que LeBron alçou o basquetebol na frente dos nossos olhos maravlihados.
Foi lindo demais!

We are the Champions, my friends!!!
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