Estou lendo e me deleitando com as memórias de Pedro Nava. Esse é um dos maiores memorialistas que o Brasil gerou. Estranha que não lhe tenha sido dado o Prêmio Nobel de Literatura. Naquelas páginas está um Brasil duro e ao mesmo tempo lindo. Pura vida brasileira do Ceará, Minhas Gerais e Rio de Janeiro dos séculos XIX e XX. Muitas passagens são emocionantes, outras hilariantes, algumas horripilantes, como o enforcamento de duas escravas que tinham assassinado a sua dona em Sabará, mas todas contadas num belo português com os mínimos detalhes. Que coleção de livros estupenda!
Pedro foi médico. Seu pai fora médico. As memórias são também uma história paralela da medicina no Brasil. O juramento de Hipócrates era levado a sério. As associações médicas eram de um rigor sem limites para exigir dos associados o cumprimento da ética que encerravam aquelas palavras: “Prometo que, ao exercer a arte de curar, mostrar-me-ei sempre fiel aos preceitos da honestidade, da caridade e da ciência. Penetrando no interior dos lares, meus olhos serão cegos, minha língua calará os segredos que me forem revelados, o que terei como preceito de honra. Nunca me servirei da minha profissão para corromper os costumes ou favorecer o crime. Se eu cumprir este juramento com fidelidade, goze eu para sempre a minha vida e a minha arte com boa reputação entre os homens; se o infringir ou dele afastar-me, suceda-me o contrário.”
Embora o juramento não explicite, fica bastante claro que cobrar preços exorbitantes é contra a fidelidade aos “preceitos da honestidade”. E esse juramento é universal, faz parte da colação de grau em medicina de todos os países.
Pois é, fico a me perguntar que fim levou Hipócrates e seu juramento, ao me deparar com uma pesquisa sobre preços em atendimento de emergência nos Estados Unidos, feita pela Universidade da Califórnia. É um estudo de fôlego. Foram analisados os preços cobrados em 8.303 visitas a prontos-socorros, num universo de 76,6 milhões de visitas(um em cada cinco habitantes desse país dá entrada pelo menos uma vez por ano num pronto-socorro). E esse número vem aumentando, principalmente entre pessoas sem seguro-saúde, que adiam ao máximo o atendimento às suas necessidades médicas e no final não têm outra saída a não ser apelar para o tratamento emergencial.
Quando a medicina começou a sua comercialização galopante, dizia-se que havia virado um supermercado. Não aceito mais a comparação. Num supermercado os preços estão etiquetados, e quem compra sabe o que vai pagar. No supermercado a gente tem escolha - já na unidade de emergência, o paciente entra forçado por uma condição inadiável. Vejamos os resultados da pesquisa, por doença e por preços mínimos e máximos:
Entorses e luxações: entre $4,00 e $24.110,00
Ferimentos abertos nas extremidades: entre $924,00 e $25.863,00
Partos: entre $19 e $18.320.00
Dor de cabeça: entre $15,00 e $17,797.00
Dor nas costas: entre $66,00 e $10.403,00
Infecção respiratória: entre $19,00 e $17.421,00
Pedra nos rins: entre $128,00 e $39,.408,00
Infecção do trato urinário: entre $50,00 e $73.002,00
Infecção intestinal: entre $29,00 e $29.551,00
Os caros leitores não acreditariam nesses preços máximos, caso não fossem respaldados por uma pesquisa séria, feita por uma universidade de renome. E acrescento aqui o meu depoimento de ter pago $1.300,00 por um raio X num pronto-socorro da Pensilvânia por causa de uma mini fratura na mão de uma filha. Um raio X apenas.
Para os que quiserem mais detalhes sobre a pesquisa, recomendo procurarem online na revista Plos One.
A Dra. Renee Hsia, que comandou o grupo da pesquisa, recomenda evitar-se recorrer a prontos-socorros, a não ser em casos graves de ataques cardíacos e derrames cerebrais. Ela recomenda também a quem for ali atendido, que peça uma conta detalhada, e que sempre force uma negociação na hora de pagar.
A vantagem que eu vejo em tomar conhecimento de toda essa roubalheira é que me fará ter mais cuidado ao dirigir na I-95, comer e beber moderadamente e não me deixar irritar com esse mundo cada vez mais louco.
Mesmo que não tenha filhos naturais, a mulher acaba sendo a mãe do marido, ou de um sobrinho, de uma amiga, até mesmo dos próprios pais. O chamado para ser mãe faz parte do território feminino.
E ser mãe quer dizer ser sensível, corajosa, compreensiva, amiga... e abro lacunas aqui para os leitores irem colocando dezenas de outras virtudes nesse espaço, de acordo com a experiência de cada um.
E como são surpreendentes! Esta semana, passando rápido os olhos pelo noticiário, pensei estar sendo traído pela pressa. Não, não estava. A Itália, lá onde se joga cascas de banana nos jogadores de futebol negros, tem agora uma ministra... negra. Num país onde a arena política está bem próxima da do Coliseu de Nero, Cecilia Kyenge, ao invés de ficar quietinha no seu consultório de oftalmologia e apenas aproveitar das benesses europeias que seus compatriotas congoleses nem sonham em gozar, entrou desafiante na luta política. À enxurrada de insultos que recebeu de todas as partes respondeu resoluta: “Eu não sou de cor, sou negra, e é importante dizê-lo em público e com muita honra. Temos que derrubar estes muros. O ceticismo e a discriminação só aumentam quando os cidadãos se recusam a conhecer o ‘outro’. A imigração é uma riqueza e as diferenças são um recurso importante para este país”, afirmou Cecilia. Só podia ser mulher. Seria mãe mesmo se não tivesse duas filhas adolescentes.
E o que dizer da resiliência feminina? Essa palavra, que significa também “propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original após sofrer choque ou deformação” foi feita para Carmen Blandin Tarleton. Seu rosto foi totalmente desfigurado com detergente industrial em 2007 pelo ex-marido, no estado de Vermont. Ela passou por 50 cirurgias, e esta semana falou em público pela primeira vez depois que recebeu um transplante de rosto em fevereiro. “Sinto-me outra, mental e emocionalmente, de uma forma que jamais poderia imaginar há seis anos”, ela disse. “Quero que os outros saibam pelo que passei, para que encontrem forças dentro de si para escapar de sua dor”.
Carmen tem dois filhos carnais, mas agora é mãe de todas as que são deformadas pela violência. Ela virou mãe também de Marinda, filha da doadora do rosto, Cheryl Denelli-Righter, que morreu aos 56 anos de um ataque cardíaco. Há poucos dias Marinda e Carmen se abraçaram longamente. Tudo por causa da resiliência dessa mulher que, mesmo contra a opinião médica, insistiu no transplante. Como disse, a palavra “resiliência” foi feita para ela, e para todas as mulheres que não desistem.
Elas ganham US$38 por mês. Suas mãos, pés, olhos, estão escravizados. Eles não lhes pertencem. Suas mentes também já não lhes pertencem mais. O excesso de trabalho nas piores condições fez com que se tornassem material. Seus nervos estão triturados, mas elas continuam mulheres, elas continuam mães. Essas centenas de mulheres que morreram no desabamento de uma confecção em Bangladesh, são milhões. Elas representam todas as que não se suicidam, não se entregam, que buscam no mais recôndito da desesperança uma nesguinha de esperança. Carregam gravetos nas caatingas, andam quilômetros com uma lata d´água na cabeça no Sudão, deixam que suas crianças suguem e suguem suas tetas enxutas em campos de refugiados na Índia, na Síria. Algumas entregam seus corpos para alimentarem as bocas famintas que ficaram em casa. Atravessam fronteiras à noite, passando toda a sorte de perigos, porque há quem precisa delas, há quem ficou esperando. Parecem vilãs, mas estão em missão humanitária. Nada se compara à sua determinação. São mulheres, são mães.
Termino dando os nomes das minhas mulheres mais próximas, Dulce, Suzanne, Marina, Elisa, Vivian, Rosa, Malu, Alexandra. São mães, são mulheres, mesmo que nem todas sejam ainda mães carnais, e uma delas há pouco aprendeu a andar.
Feliz Dia das Mães para todas as mulheres do mundo e em especial para a minha, Dulce!
Definitivamente não sou saudosista. Isso também não quer dizer que desprezo o passado. Continuo a gostar de minha infância e juventude, das ruas por onde andei no meu Rio de Janeiro, das pessoas com as quais convivi. Mas ficar a toda a hora lembrando daqueles lugares e acontecimentos, lamentando os dias de hoje em comparação aos de ontem, me iludindo com a volta do passado, não é o meu estilo.
Faço essa introdução para falar sobre a Rádio Nacional do Rio de Janeiro e sobre a WLRN de Miami. Uma foi a minha rádio de ontem, a outra é a minha rádio favorita de hoje.
A Rádio Nacional pontificava na década de 50. O Repórter Esso era obrigatório para quem quisesse se julgar bem informado. A famosa música inicial soava como a corneta de convocação geral de um quartel. Todos corriam para junto dos aparelhos de rádio. A voz de Heron Domingues tinha a autoridade da de um chefe de estado. Quando era anunciada uma “edição extraordinária” as pessoas se entreolhavam assustadas e ao mesmo tempo mortas de curiosidade.
Outro forte da Rádio Nacional eram os programas de auditório de Manoel Barcelos e de César de Alencar. O primeiro tinha como atração principal a cantora Marlene. O outro, Emilinha Borga. Ambas eram excelentes cantoras e seus fãs clubes se digladiavam, inclusive fisicamente. Dessa época guardo ainda recordações de Jorge Veiga, Luiz Gonzaga, as irmãs Linda e Dircinha Batista, Isaurinha Garcia, Ruy Rei e do chorado Francisco Alves.
Quando eu tinha oito anos, uma vizinha me levou com sua filha ao Programa César de Alencar. Foi uma experiência marcante estar ali, vendo, ouvindo e sentindo a presença de todos aqueles dos quais eu conhecia apenas as vozes. Fiquei na primeira fila e recebi uma piscadinha de olho da Emilinha. Que felicidade poder contar o episódio em casa e na rua!
Outro fato inesquecível, risível, e que ficou na história da nossa família, foi que no dia do capítulo final da novela O Direito de Nascer, que durara quatro anos, o aparelho de rádio de nossa casa parou de funcionar. Salvou-nos o meu avô Levino que conseguiu um rádio emprestado na vizinhança.
E o humorístico Balança Mas Não Cai, cujas piadas eram repetidas por toda a gente no dia seguinte à sua apresentação?
Os tempos mudaram e eu também. A Rádio Nacional já não brilha mais, eu vivo em Miami, tenho outros interesses na vida, mas certamente o amor pelo rádio ficou. E aqui eu tenho a minha rádio, a WLRN, a FM 91.3 MHz, que faz parte da rede National Public Radio.
Para o brasileiro que está aprendendo a língua da casa e para aquele que já sabe, o inglês culto falado na WLRN educa. Alia-se à forma o conteúdo, e nisso a minha rádio é imbatível, tanto na programação local quanto na nacional, quando opera em rede com a NPR. Jamais deixo de aprender alguma coisa interessante no programa de entrevistas de Diane Rehm, que vai ao ar de segunda-feira a sexta-feira das 10 da manhã ao meio-dia. Entrevistadora experiente, Diane conversa com seus convidados sobre assuntos palpitantes, e procura colocar no ar vozes divergentes.
Outro programa excelente é o de jazz, a partir das 21:30 hs., com Tracy Fields. A seleção é de primeira, e a voz de crooner da apresentadora dá um toque elegante ao show. Vai até à uma da manhã. Nada melhor do que ouvir um Miles Davis inesperado, à meia-noite...
Joseph Cooper, culto, bem humorado e irônico, é o apresentador de Topical Currents, um programa local sobre assuntos locais, como problemas da cidade, história e estórias de Miami, programação cultural e gastronomia. Joseph convida frequentemente Linda Gassenheimer, colunista de gastronomia de Miami com penetração nacional, quando o assunto é restaurantes. O programa acontece de uma às duas da tarde, nos dias de semana. Altamente recomendável para quem quer saber o que está acontecendo em Miami.
Para assuntos interessantes e pitorescos sobre o nosso mundo, ouço The World, das três às quatro da tarde, também nos dias de semana. Foi ali que fiquei sabendo, por exemplo, que na Copa do Mundo no Brasil o instrumento musical oficial será a caxirola, usada na capoeira. Faz um barulhinho de chuva, e certamente menos irritante do que o da vuvuzela da copa da África do Sul. Espero que dê sorte.
Sintonizem a minha rádio. Gostarão. Eu estarei lá, ligado a vocês pelas ondas da WLRN.A
Por terem ouvido as sereias do extremismo, eles cuspiram no prato em que comiam, arruinaram suas vidas, jogaram na lama a honra de sua família, mataram três inocentes, mutilaram e desfiguraram muitos outros. São esses os efeitos diretos do crime hediondo de Tamerlan Tsarnaev e seu irmão Dzhokar.
Indubitavelmente o pior de tudo foram as mortes de um menino, e duas jovens. Difícil a gente se colocar no lugar das famílias. Por mais que se substitua suas figuras por nossos entes mais queridos, nunca chegaremos perto da real dor, da parte arrancada à força, do “nunca mais ele jantará nessa mesa”, “nunca mais ela me abraçará”, “nunca mais a receberemos na volta do trabalho”. Nunca, nunca, nunca mais.
Desse “nunca mais” não se livrarão os familiares dos criminosos, gente honesta e boa como se vê pelas entrevistas na TV. Um filho morto, e o outro, um homem desonrado que caminha célere para o seu fim, seja na desgraça do cárcere ou na ponta de uma injeção letal. Por mais que se mostrem contrários ao crime, eles carregarão pelos restos de suas vidas a nódoa de serem do sangue de dois criminosos hediondos.
Eu tomei coragem e abri na Internet as fotos mais fortes. O chão manchado de vermelho, os rostos crispados de dor, membros faltando. Um jovem olhava para sua perna, e abaixo do joelho via apenas o que parecia um cabo de vassoura, seu perônio. Uma vida virada de cabeça para baixo em um segundo. A dor física e moral realizada ali, na rua, na frente de todos. Que dor!
A intolerância, a ignorância, as ideologias e paixões religiosas e políticas estão num patamar insuportável em nossos dias, sendo a Jihad a mais radical. Enfatizam-se as diferenças, procurando-se em textos ilusórios motivos para o ódio, a violência. Não fogem à essa classificação torpe os assassinos de médicos de clínicas de abortos aqui nos Estados Unidos. Isso certamente não é novo na história da humanidade. Houve episódios muito mais horripilantes na luta entre católicos e protestantes na França do século XVI, apenas para dar um exemplo entre muitos. Mas não poderíamos ter um pouco mais de respeito à vida humana no século XXI, depois das carnificinas das duas grandes guerras mundiais do século passado?
Diz-se que Tamerlan Tsarnaev, o irmão que morreu em troca de tiros com a polícia de Boston, sofreu uma lavagem cerebral pelo grupo islâmico radical Imarat Kavkazrat. E daí? Sofrer lavagem cerebral não livra a responsabilidade de ninguém. Se aceitarmos isso como desculpa, haverá uma desculpa para tudo nesse mundo. Ele e Dzhokar viviam uma situação invejada por milhões de pessoas que pelo mundo fazem fila nos consulados americanos na busca de um visto de trabalho. E eles aqui, estudando nas melhores escolas, com moradia confortável, oportunidades de emprego, gozando as benesses da cidadania americana. Nada justifica seu ato. Pagaram com morte a vida que lhes foi dada.
As ideologias vêm matando a paz. A partir do momento em que se começa a criar padrões que não respondem ao momento, quando passamos a conceptualizar em demasia, perdemos o rumo. Achamos que a liberdade de crença, seja ela qual for, política ou religiosa, nos dá o direito de impor aos outros nossas crenças. Eu digo que o uso abusivo, indevido, da liberdade, não é liberdade. Toco de novo na mesma tecla: temos que voltar ao que nos une, à nossa história em comum de milhares de anos.
Como efeitos colaterais do crime, aproveitam-se indevidamente os opositores à reforma imigratória para apontar o dedo para esses emigrados, como se pudessem ser comparados à gente honesta e laboriosa que espera regularizar sua situação nesse país. Para a Chechênia, que pretende voltar a ser independente da Rússia, toda essa situação criou um estorvo. Vladimir Putin já está tirando partido da situação.
Ao ver o vídeo desses dois jovens caminhando entre o público que assistia a maratona, carregando despreocupadamente a morte em suas mochilas, me vem uma grande vontade de desacreditar de vez na humanidade. Mas eu não vou deixar que “esses perdedores”, como os classificou seu tio na TV, me derrubem. Como disse o presidente Obama na homenagem às vítimas, “a corrida continua”.
De uma cidade pequena do interior paulista, Antonio Cassio Segura saiu aos 19 anos para uma bela carreira no Banco do Brasil que culmina agora com presidência do novo Branco do Brasil Americas. Começou como...
...escriturário, e foi construindo passo a passo uma carreira sólida em vários departamentos da empresa, em inúmeras cidades do interior e metrópoles do Brasil, como Gerente Geral de Agências, Superintendente Regional e Gerente Executivo.
Segundo Cassio, a experiência como gerente de agências no interior foi primordial para que conhecesse a fundo os meandros do comércio, da indústria e da agricultura dentro do contexto da economia brasileira. Daí, foi uma passagem natural para a gestão de fortunas de gente abastada, cujos objetivos já conhecia no trato com empresários dos diferentes setores.
Em março de 2012 Cassio veio para Miami para gerencias a agência local do Banco do Brasil, e agora assume a presidência do Banco do Brasil Americas.
"O Banco do Brasil Americas é um novo e agradável desafio. Gosto de trabalhar para a comunidade e é isso que eu e meu time faremos todos os dias. Trabalharemos para atender a todas as necessidades dessa comunidade que nos recebeu tão bem", disse o presidente.
Casado, com 2 filhos, Cássio é formado e tem mestrado em Administração de Empresas, com MBA em Formação Geral para Altos Executivos e Gestão de Risco. Tem também a certificação CFP® (Certified Financial Planner). O novo presidente do Banco do Brasil Americas, no último ano, foi membro diretor do Conselho da BACCF (Brazilian American Chamber of Commerce of Florida) e da FIBA (Florida International Banker Association).
Dedicado e apaixonado pelo que faz, Cássio sempre foi um dos primeiros a chegar no escritório e, por vezes, sua jornada se extende até tarde.Ele só tenta fazer com que o expediente termine mais cedo as segundas-feiras.
“Segunda é dia de futebol. Como bom brasileiro eu tenho que arrumar um tempinho na agenda para bater bola com os amigos", brinca Cássio.
Durante o tempo livre, se dedica a familia. Cássio, a esposa e os filhos gostam de conhecer novos lugares e procuram estar sempre juntos em todas as atividades.
Com o "novo camisa 10”, o Banco do Brasil Americas continua atuando no sentido desenvolver produtos e servicos que atendam a todas as necessidades da comunidade da melhor maneira possível.
Antonio Cassio Segura, o Emb. Helio Ramos e José Luis Salinas
Ter um mapa significa obter de antemão informações de uma área que iremos visitar. Antes da cartografia moderna e do GPS, mapas valiam fortunas. Durante os grandes descobrimentos, os rivais Portugal e Espanha mantinham a sete chaves seus mapas, para que o outro não tirasse vantagens dos conhecimentos preciosos obtidos a custa de sacrifícios financeiros e humanos.
Nos nossos tempos, outros mapas são criados, mas não apenas geográficos. Refiro-me em particular ao mapeamento do material do qual o corpo humano é feito. Ele está completando apenas dez anos, e ainda tem que muito o que aprender... opa, desculpe-me... ainda tem muito o que nos ensinar.
Em junho de 2000 foi anunciada ao presidente Clinton na Casa Branca a possibilidade de se mapear a sequência exata de unidades químicas do material genético humano. Foram, então, investidos US$3 bilhões no Projeto Genoma Humano, para que em 14 de abril de 2003 seus resultados fossem oficialmente anunciados: os 3,2 bilhões de símbolos que compõem o DNA humano.
Naquela ocasião, a decifração do Genoma foi saudada como o fim de todas as doenças, ou pelo menos o começo de descobertas maravilhosas baseadas no novo conhecimento. Infelizmente, não foi bem assim. Ou, eu diria, infelizmente “ainda” não foi bem assim. Mas não podemos exigir muito de um pré-adolescente, um menino de apenas 10 anos. O Genoma promete, e pouco a pouco aparecerão os resultados positivos na cura de diversas doenças até este momento incuráveis.
Antes do Genoma, os cientistas e médicos diagnosticavam através de sintomas, mas agora podem ir buscar no nosso DNA a origem das doenças. Isso ainda não significa que o tratamento médico certo será seguramente encontrado, pelo menos a curto prazo. Alguns medicamentos fortes contra certos tipos de cânceres começam a mostrar bons resultados, e um deles prediz, no caso de câncer de mama, se a quimioterapia será necessária ou não.
Baseados no mapa original, vários outros estão sendo produzidos, agrupados por variações étnicas, para se estabelecer pontos fortes saudáveis e maléficos numa raça. Já existem mais de 100 remédios no mercado americano que dão em suas bulas informações sobre marcos genéticos, de forma que o médico pode adaptá-los ao mapa genético de seus pacientes. Esses marcos genéticos são responsáveis pela classificação de alguns tumores. O medicamento Herceptin, por exemplo, só tem eficácia no tratamento de tumores de mama tipo “HER-2 positivo”, uma classificação genômica. O mesmo se aplica às drogas Iressa e Tarceva, para tratamento de tumores no pulmão tipo “EGFR”, outra classificação genômica.
Numa sociedade como a nossa, onde a corrida por patentes faz parte do dia a dia de laboratórios e grupos científicos ávidos de vender seus conhecimentos, já começaram a aparecer problemas legais. A Suprema Corte Americana prepara-se para discutir e votar se os genes humanos podem ser patenteados. O caso em questão envolve uma empresa, a Myriad Genetics, que defende seus direitos sobre dois genes que quando alterados aumentam as chances de câncer de mama. A Myriad quer ter o monopólio de oferecer testes para essa mutação.
Os opositores da Myriad alegam que ninguém pode monopolizar o que é parte do corpo humano, e que isso impediria que outras empresas façam novas descobertas mais avançadas nessa área. Eu torço para que a Myriad perca essa disputa. Sua vitória tornaria caríssimo este teste, o que deixaria fora do alcance de muitos a participação nos avanços da ciência.
Steve Jobs, o gênio moderno fundador da Apple, pagou $100 mil para sequenciarem o seu Genoma, com a esperança de encontrar a cura para um câncer que o matou em 2011. Daquele ano para 2013 o preço caiu para entre $3 mil e $5 mil. Eu espero não precisar fazer o sequenciamento do meu Genoma, mas há uns sete anos, participei pagando $100, do Projeto Genographic, através do envio de material retirado do lado interno de minha bochecha. Esse projeto, que é da National Geographic, tem nesse momento 600 mil participantes em todo o mundo. Ele estabelece as rotas que os antepassados de cada pessoa fizeram depois de sair do berço da raça humana, a África, há milhares de anos atrás. Os participantes têm a opção de tornar público o seu relatório e assim se corresponderem com pessoas em todo o mundo com parentes comuns há poucas gerações. Recomendo aos curiosos, como eu, a participarem e ficarem assim se conhecendo melhor.
A França tem orgulho de sua culinária. Durante séculos eles se esmeraram em tirar o melhor dos produtos de sua terra fértil e dos animais que dela se alimentam. O refinamento da nobreza exigiu de seus cozinheiros que colocassem o melhor sobre mesas reais. Daí, um sem número de receitas, e receitas complicadas ao extremo que tornou o seu estudo e prática uma arte.
De vez que essas receitas utilizam produtos franceses, não é comum, ou melhor, não era comum, que os cozinheiros franceses imigrassem para outras terras. Iam em comissão, às vezes acompanhando autoridades, mas nunca para ficarem. Até que eles começaram a ir para o Brasil, e se apaixonaram.
Não é de hoje essa queda dos franceses pelo Brasil. Villegagnon ficou o quanto pode naquela pequena ilha que leva o seu nome na Baía de Guanabara, até que os portugueses o expulsaram para sempre. Mas os franceses voltaram, e desta vez em missão de paz, levando na bagagem conhecimentos culinários únicos. Paul Bocuse foi, voltou para a França e mandou para o Brasil o seu discípulo dileto, Laurent Suaudeau.
Isso em 1980. E a partir daí muitos outros foram, encantados de poder agregar à forma da cozinha francesa os ingredientes tropicais que Villegagnon deixou para trás no Séc. XVI. Em largas pinceladas tudo parece muito simples, mas quando se vai ao detalhe, aparecem os problemas ligados ao fator humano. O que significou para as famílias desses cozinheiros de talento abandonarem sua terra natal, o berço de sua arte gastronômica, e irem morar “noutro lugar” como dizem os franceses, “là-bas”.
Pois foi esse tema que inspirou o diretor cinematográfico francês, também ele imigrante no Brasil, Eric Belhassen, a fazer o filme “Por Que você Partiu?”, a pergunta de pais, mães e irmãos deixados na França. O resultado é um filme que vai muito além da forte emoção, mas entra na alma francesa, na “France profonde”, e também no coração do Brasil. As reações emocionais de mães e pais formam um mosaico que vai do divertido até o triste e o amargurado.
Eric Belhassen conduz a narrativa, ora em território brasileiro, ora em francês, com sobriedade, sendo ele também personagem. Seu pai mostra-se até hoje inconformado e repete para a câmara a pergunta dirigida a Eric: “Por que você partiu?”.
Os chefes franceses participantes são Laurent Suaudeau, Erick Jacquin, Frédéric Monnier, Roland Villard, Alain Uzan e Emmanuel Bassoleil. Os três primeiros vieram a Miami para assistir a projeção de “Por Que Você Partiu?” durante o Festival de Cinema de Miami, e responder a perguntas do público.
Recomendo o filme, que em inglês se chama “Why Did You Leave?”.
Tomei conhecimento há pouco tempo desse grupo cujos participantes aprendem a falar em público, e adquirem em consequência autoconfiança e tratos de líderança. Chama-se...
...Toastmasters. Fui convidado para a reunião do Toastmasters em Português de Boca Raton pelo seu presidente atual, o Marcelo Andrade, e aceitei de pronto.
Paulo Schneider, um dos criadores do grupo, foi o mestre de cerimônias da reunião
Minha surpresa foi grande com o que vi naquela noite, e com o muito que aprendi. Em primeiro lugar, encontrei um ambiente de gente amiga e inteligente. A reunião tem algum formalismo, mas logo descobri que este é necessário para quem quer aprender a falar em público e corrigir os seus erros.
Marcelo Andrade, atual presidente
Três membros tinham preparado apresentações, e cada um deles pertencia a um nível diferente dentro da organização. Todos se apresentaram muito bem, expuseram suas ideias com clareza, e mostraram conhecimento de seu assunto e das técnicas do bem falar. O membro com mais experiência, Joabe Souza, deu um show contando uma história do Pedro Malasartes.
Evaldo Amaral, outro criador do grupo
Os convidados à reunião também tiveram que ir à frente expor de improviso sobre um assunto em forma de pergunta feita pelo dirigente da reunião, Paulo Schneider. Os assuntos variaram sobre aborto, hobbies, sistema judiciário falho no Brasil. Não há debates; apenas exposição.
Milton Cardoso fez um improviso
O Toastmasters não tem conotação religiosa nem política. Embora a reunião seja feita no prédio de uma igreja, não há nenhum tipo de pressão para esse lado. Para mim, que não sou cristão, isso é muito bom. O que vi foi gente de mente aberta disposta a ouvir o que os outros têm a dizer.
Joe Souza faz uma análise
Dentro da organização da reunião são designadas pessoas para cronometrar o tempo das apresentações, anotar erros gramaticais, anotar repetição de palavras como “aí...”, criticar as características de cada discurso.
A convidada Luciana Villas-Boas
Participou da reunião o Evaldo Amaral, que é o criador desse grupo, o primeiro de língua portuguesa nos Estados Unidos. Evaldo fala muito bem e dá show de simpatia e comunicação.
Débora Abreu num improviso
O Toastmasters foi criado em 1924 na Califórnia e tem 280 mil membros pelo mundo. Toastmaster quer dizer “mestre de cerimônias”, aquele que faz os brindes e introduz os discursantes num banquete.
A voz aveludada do croonder de 86 anos nesse sábado em Palm Beach. Ganhador de 17 Grammys, Tony Bennett lutou na Segunda...
Um dos quadros de Tony Bennett, pintado na Austrália
...Guerra Mundial, e liderou todas as paradas na década de 50. Tony continua cantando e bem, e tornou-se também pintor com o seu nome de batismo, Anthony Benedetto. O seu segredo é "amar o que se faz, e eu amo o que faço."
Tony mantém a voz em forma com exercícios diários. "Meu mestre, Pietro D´Andrea, que ensinava também a cantores de ópera, me ensinou exercícios e técnicas que eram usados na ópera. Faço-os todos os dias. Quando não faço, o resultado é ruim."
O cantor pinta também todos os dias. "Tenho mais de mil quadros", afirma. Sua inspiração são Rembrandt, John Singer Sargent e Sorolla.
Recentemente Alec Baldwin o imitou no programa Saturday Night Live. Tony gostou da imitação: "Somos amigos. Ele até fez uma palestra na escola que fundei em Astoria, Frank Sinatra School of Arts, para os alunos de teatro".
O show começa às 20hs, e os ingressos custam a partir de $30.
Endereço: 701 Okeechobee Blvd. West Palm Beach, FL 33401. Tel.: (561) 832-7469.
O café/restaurante/night-club Segafredo da Brickell comemora 5 anos e traz a cantora Lisa Shaw ao vivo no show Dolce Vita, nessa...
...quinta-feira, a partir das 20hs.
A voz aveludada e sexy de Lisa encanta plateias internacionais tanto sozinha quanto em colaboração com outros astros, como Miguel Migs.
A apresentação se dará no terraço do Segafredo, localizado à 1421 Brickell Avenue, Miami, FL 33130. Das 20hs às 22hs coquetéis e salgadinhos serão por conta da casa.
O maior sucesso das artes plásticas brasileiras em Miami e em todo os Estados Unidos, Romero Britto, processou dois galeristas que...
...venderam seus quadros falsificados, mas agora está ele mesmo sendo processado por uma galeria de Minneapolis e seus clientes.
O casal de galeristas de Coral Gables, Les Roberts e Silvia Castro, vendeu mais de 40 quadros de Britto falsificados para uma galeria de Minneapolis, a Griffin Galleries, de propriedade de Ryan Mack, que por sua vez está processando Romero Britto por não ter tomado medidas suficientes para evitar a venda das falsificações, avisando às galerias sobre sua existência.
O advogado de Mack, Michael Lowden, diz que Britto se recusou a cooperar com as investigações quanto às autenticações dos certificados das obras, segundo o semanário Miami New Times.
O valor total das falsificações gira em torno de $500 mil.
Quer comprar um Britto VERDADEIRO? Compre na sua galeria da Lincoln Road.
Começa às 18hs desse sábado, 23, a festa que tem tudo de porco. A Bacon Fest é em Coconut Creek, uma área da Grande Miami habitada por...
... muitos brasileiros.
No festival aproveitam-se as partes nobres do porco, inclusive o bacon. Mais de 20 restaurantes da Grande Miami estarão competindo para que sejam votados os melhores pratos à base de carne de porco. A festa será comandada pelo Chef Todd Fischer, do programa de TV United States of Bacon. Três bandas se apresentarão ao vivo.
Ingressos de $25-$50.
Local: Seminole Casino Coconut Creek 5550 NW 40th St. Coconut Creek, FL33073
"Não come carne de vaca? Vamos lhe servir cordeiro..." - Assim você será recebido no Festival Grego de Miami, nesse...
fim de semana, na festa de Santa Sofia na catedral ortodoxa grega, em Miami.
Moussaka, a lasanha grega
Diversões para crianças, música e danças típicas, roupas, jóias, arte e artesanato, demonstrações de cozinha, tour da catedral bizantina, doces com café grego, e muita comida, vinhos e outras bebidas alcoólicas. Tudo grego.
Vaso grego antigo
Quando?
Sexta e sábado, das 11hs às 23 hs.
Domingo, das 11hs às 21hs.
Ingressos a $5 para adultos e grátis para crianças até 12 anos.
Sim, o P. F. Chang´s oferece pratos orientais deliciosos, bem feitos, e a preços razoáveis. Entre para ver alguns ítens do menu...
Wrap de Alface
Esse é um bom restaurante para se comer em Miami pratos orientais. A relação custo benefício é boa porque os preço são baixos e a qualidade é alta. Há sete restaurantes dessa cadeia na grande Miami. Vamos dar uma olhada rápida no menu.
Mongolian Beef
Os pasteizinhos cozidos ou fritos(dumplings) de carne de porco, vegetais ou camarão são bons de entrada($6.25-$7.25). A sopa borboleta(wonton) serve duas pessoas. Leva carne de porco, camarão e frango($6.95).
Frango com Molho de Feijão Preto
Os pratos principais podem ser os macarrões orientais, que começam a $6.75(o de alho) e vão até $11.95(combinação de vegetais, carnes e camarão). Há também o porco agridoce a $12.75, a carne ao estilo da Mongólia(Mongolian Beef), com cebolinha e alho, e camarão ao molho de lagosta a $13.95. Os pratos apimentados são indicados por um ícone. Eles podem ser pedidos com menos pimenta, se o cliente assim desejar.
Locais: Brickell(Mary Brickell Village), Dolphin Mall, Norte Miami(Biscayne com 174), The Falls, Sawgrass Mills, Fort Lauderdale(The Galleria) e Boca Raton(University Commons).
Aqui o mapa do P. F. Chang´s da Mary Brickell Villlage:
Nossa viagem à Bélgica não teria sido a mesma sem os Tengrootenhuyse. Jacquie, amiga de infância de Suzanne, é casada com Olivier Tengrootenhuyse. E fomos convidados a visitá-los. A rainha-mãe da família, Monique, mãe de Olivier, nos hospedou regiamente na sua linda casa perto de Waterloo. Nos dois primeiros dias, minha filha Elisa e sua amiga Taissa se juntaram a nós, e depois Jessica, também amiga de infância de Suzanne e Jacquie, com seu noivo Andreas, que moram na Alemanha, também vieram. Fomos alvos de muitíssimas gentilezas dessa família simpática e bem-humorada. Passeios lindos, refeições maravilhosas, e, principalmente, provas de calor humano e amizade. No último dia conhecemos toda a família e partimos para Paris já com saudades da Bélgica.
Our trip to Belgium would not be the same without the Tengrootenhuyse Family. Jacquie, Suzanne´s childhood friend, is married to Olivier Tengrootenhuyse. And they invited us to visit. The queen-mother of the family, Monique, Olivier´s mother, hosted us in her beautiful house near Waterloo. In the two first days, my daughter Elisa and her friend Taissa joined us, and in the next two days Jessica, also a childhood friend of Suzanne and Jacquie came from Germany with her fiancée Andreas. Welcoming, friendly and often overly helpful, the Tengrootenhuyse are the sort of people that could end up killing you with kindness. Beautiful trips, wonderful meals and lots of fun. In our last day in Belgium we met the whole family, and left to Paris already nostalgic of Belgium.
Aqui estão as 17 fotos / Here are the 17 photos:
Olivier e/and Jacquie Tengrootenhuyse
A Rainha-Mãe Monique / The Queen-Mother Monique
Pura Diversão / Lots of fun
Para continuar clique abaixo - To continue click below